Eu prometo que um dia
Te escrevo um poema
Que bem podia ser esse
Mas eu não posso me entregar.
Porque você sabe bem
Que é digna dele
Mas, como não quer se entregar
Também não pode pedir um.
Nele eu diria que você é surpreendente
E que traz toda a surpresa com você
Fazendo da surpresa um doce manjar
Que eu me surpreendo ao provar.
Mas também, que me bota medo
Pois sua doçura chega a tal ponto
Que quase não me importo de ser um segundo
De ser um terceiro.
É aí que tremo de medo
Pois, além dos momentos mágicos e divertidos
Com você minha honra não vale nada
Tudo vale você.
Por isso tenho certeza que
O melhor é ficar quietinho na minha
Antes que eu já não tenha mais forças
Para fazer de conta que você não é surpreendente!
(Fernando Vieira - Outono 2009)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Em Recuperação

Eu não me atrevo a julgar a realidade
A minha, a que vivo nesse instante.
Porque não quero pecar contra Deus.
Sequer imaginar qualquer coisa.
Eu não quero me deter no fato
De que tenho pedido sua ajuda.
Eu apenas peço e torço pelo bem
De receber as bênçãos divinas.
E quando Deus me olha e estende a mão,
Me vejo em seus braços como um filho,
Que não pergunta o porquê de tanto bem,
Apenas o recebe desesperadamente.
E se é ele o responsável, o doador das graças,
Por que vou me interrogar se sou merecedor?
Mais ajuizado que Deus não há.
Ele sabe o que faz!
É então que me assusto com a vida,
A vida que ele parece querer me mostrar
E que eu, como uma mula, por tanto tempo quis renegar.
Porque dá medo pensar em tanta liberdade.
A gente é pássaro novo, preste a cair do galho.
Até sabe que pode voar,
Mas cadê a coragem para se jogar?
Vem a vida e empurra a gente!
Então eu fico assim,
Pianinho, tentando sobreviver,
Tentando aprender a lição
Que tantas vezes deixei por fazer.
E assim, no caderno da vida,
Vou escrevendo essa estranha lição
No meu garrancho mesmo, ninguém é perfeito,
É bom poder contar com as borrachas que Deus nos dá.
(Fernando Vieira – Sobre um novo aprendizado – Outono de 2009).
A minha, a que vivo nesse instante.
Porque não quero pecar contra Deus.
Sequer imaginar qualquer coisa.
Eu não quero me deter no fato
De que tenho pedido sua ajuda.
Eu apenas peço e torço pelo bem
De receber as bênçãos divinas.
E quando Deus me olha e estende a mão,
Me vejo em seus braços como um filho,
Que não pergunta o porquê de tanto bem,
Apenas o recebe desesperadamente.
E se é ele o responsável, o doador das graças,
Por que vou me interrogar se sou merecedor?
Mais ajuizado que Deus não há.
Ele sabe o que faz!
É então que me assusto com a vida,
A vida que ele parece querer me mostrar
E que eu, como uma mula, por tanto tempo quis renegar.
Porque dá medo pensar em tanta liberdade.
A gente é pássaro novo, preste a cair do galho.
Até sabe que pode voar,
Mas cadê a coragem para se jogar?
Vem a vida e empurra a gente!
Então eu fico assim,
Pianinho, tentando sobreviver,
Tentando aprender a lição
Que tantas vezes deixei por fazer.
E assim, no caderno da vida,
Vou escrevendo essa estranha lição
No meu garrancho mesmo, ninguém é perfeito,
É bom poder contar com as borrachas que Deus nos dá.
(Fernando Vieira – Sobre um novo aprendizado – Outono de 2009).
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