quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Canção por um protesto ou Greve Geral


Você trabalha dia após dia
Já nem respira.
Acorda cedo e dorme tarde
E eu estou sozinha.


Os homens maus daqui
Me roubam e violentam.
Cadê você? Cadê? Cadê você?


Se você todo parar um dia
Um dia inteiro...
Se nessa idéia, você parasse
Por sete dias...


Os homens maus daqui
Perdiam quase tudo.
Se você pára, todo mundo pára.


Alguém atenda aqui em Goiás
O telefone!
Porque o povo de lá de Sampa
Não vai parar.


Alô, escuta eu sou Brasília
A sua filha:
Os homens maus daqui me comem viva.


(Fernando Assunção - Sobre o Brasil que não muda 11/01/2011)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Rosa e espinho


Quando estiver perdida no bosque
Correndo de medo do monstro,
That is trying to let you lost,
Deixe-me ir ao seu encontro.

Eu quero ser uma constelação.
Um aviso no céu a lhe guiar,
Like the flower seeks the sun,
Pra que a vida lhe venha brotar.

E ainda que eu não seja o sol Astro Rei,
Perdoa-me o céu o atrevimento.
Some things you shall not ever say:
Me agradaria ser seu firmamento.

Que seja, então, eu voando ao redor.
Giro de lua, roubo-lhe a luz!
We're sun and the moon, rose and its thorn!
A cumplicidade do amor se deduz.



(Fernando Vieira - 14/12/2010 - Para Fabiana Bueno)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Dono Do Brasil


Era uma esperança cega;
De tão cega, tornava-se vil.
De enfim ver a arte da tela
Não apelando pra um belo quadril.

E quem sabe sentir o cinema
Menos cinza e mais cheio de anil
Em São Paulo, ou mesmo Ipanema
Queremos uma produção varonil.

Mas me elegem à corrida do Oscar
"Lula o filho do Brasil"
Eis o que penso sobre toda essa bosta:
Vão pra puta que lhes pariu!


(Fernando Vieira - Sobre... Deixa pra lá, né? 24/09/2010)