quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sobre suas dúvidas ou O último poema.


Eu não via mesmo a hora
De sair do carro e ir embora
Pra ficar longe da visão doída
De ver você nos privar a vida

E, agora, qualquer coisa que eu cometa
Jamais será tão fria e dura
Quanto ter-me guardado em proveta
Paixão que não quer seja sua

Claro que te perdôo, embora não seja
A tua verdade o que me ofenda
A condição masculina, quero que veja:
É sempre existir, sem ter quem a entenda

Você me veio do céu
Um anjo lindo que apareceu
Querer você, me fez réu
Pois havia um que me precedeu

Não estou puto por não responder
Devo aprender minha lição:
Tendo ou não o que dizer
O homem não recebe atenção

As noites não serão boas
Mesmo com Deus, você me faz falta
"Se cuida!" Sua mensagem ecoa
Cuida de mim, a noite vai alta.

Agora me resta apenas seu nome
Claro como a luz, como o Luar
Tal qual o anseio do que tem fome
Desejo você, e nem posso gritar.

(Fernando Vieira - 02/07/2009 - Sobre as duras escolhas que temos de fazer).

domingo, 28 de junho de 2009

Reconhecimento

Senti medo nas últimas semanas
De ter me perdido
De não ter quem me procure

Senti alívio nesses dias
Quando juntos, teu rosto com o meu
Admitimos o que sabíamos

Tenho pensado por essas noites
Sobre o nome desse coisa
E o que ela, realmente, significa

Não há palavras, sequer definições
Só essa coisa dentro da gente
Que se concreta, quando respiramos juntos

E trocamos o que sai da gente
Você respira eu te absorvo
O que sai de mim, fica em você

E em minha mente você permanece
Seus olhos, sua voz, sua pele
Seu cheiro, sua pessoa.

(Fernando Vieira - Inverno de 2009)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Brilho dos olhos nos olhos


E de repente:
O tempo parou.
O pulmão suspendeu.
Brilho dos olhos nos olhos!

E de repente:
O braço correu,
Você bem mais perto,
Meu queixo em teus ombros.

E de repente:
A sua respiração
E o ar me faltando!
O silêncio entre nós dois.

E de repente:
Tudo podia parar,
Se assim fosse meu dia-dia,
Esse tempo poderia ser sempre!

E de repente:
Nada mais importa.
Que sumisse o progresso,
Que a evolução jamais avançasse!

E de repente,
A vida:
Só eu e você.

(Fernando Vieira - sobre os anjos que nos vêm visitar 05/06/2009).